quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013



A todo instante, sobre nossas cabeças ocorre a abissal dança do caos e da ordem. Corpos celestes seguem a velha rotina de se equilibrarem no vazio que eles mesmos serão um dia. Nosso ingênuo egoísmo nos faz crer que nosso miraculoso planeta é algo distinto de toda essa dança cósmica, e que se equilibra indiferentemente da sustentação de suas estrelas...

Ledo engano, que nos faz mais cegos. Nossa carne é poeira estelar, tudo em nós vem do céu, este poderoso e belo titã que a qualquer momento pode nos engolir. Pode soar muito poético para uma realidade material e objetiva, mas nossa infanta ciência já concorda com esses versos.

E nós que, com essa nova mania de introduzir maquinário de conhecimento em tudo que outrora era sagrado, fomos contemplados com a beleza da realidade, com a força dos dedos dos astros sobre nossa cuca, com a compreensão matemática de explosões incomensuráveis... nunca mais olhamos para o céu!




Nanna Carolina



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