Podemos ver a magia presente em diversas
religiões. Eu diria mesmo em todas. A tentativa de manipular e prever a própria
sorte são práticas comuns da nossa espécie.
Guiados pela ética religiosa, podemos
seguir uma determinada forma desta prática que pressupõe orações, sacrifícios,
ritos próprios.
Cada sistema religioso costuma vir preparado
para cada pergunta básica humana e costuma ter uma forma de lidar com nossos
infindáveis erros. Costumam também ter seres superiores nos quais podemos nos
apoiar e bodes expiatórios que nos confundem no caminho.
Tudo que lida com o desconhecido envolve
não só nosso intelecto, como também nosso emocional. Desta forma, a magia
religiosa é, pelo menos parcialmente, emocional. O que é muito útil, no caso de
se querer estabelecer uma conexão com o divino. Acredito que nas formas de
magia de conexão, quanto menos intelecto e padrão, melhor.
Porém, existe outra forma de magia, e
ela lida com causa e efeito. É a forma racional de manipular o mundo objetivo,
com aquilo que não vemos, e não explicamos racionalmente. Pois bem, o Magista
adota uma postura empírica para atingir finalidades concretas, porém ele não
está lidando somente com o mundo positivo. Por tentativa e erro ele é livre
para usar forças que estão além de seu campo de percepção sensorial primário,
sem para isso se apoiar em algum sistema de fé. Ele sabe que está lidando com
coisa que existem. No caso de haver algum erro em seu objetivo, ele só poderá responsabilizar
a si, e poderá tentar novamente.
Há também, uma fusão da forma religiosa e
empírica de se pensar a magia. O que resulta são rituais religiosos de adoração
com finalidades práticas, sendo esta a forma mais comum de executá-la na
modernidade.
Gosto da magia e da religiosidade. Mas
não sei como me posicionar, na hora de escolher uma melhor forma de
praticá-las. Sei que a religião deixa o ato mágico tendencioso, mas, sem ela,
pode torná-lo sem ética. Porém, vendo-se que a própria religião já perdeu a
ética... é uma questão complicada.

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