Como conseguimos ser anti-naturais se tudo que está no “little blue planet” à ele pertence? Que mecanismos nos levaram a nos tornar cada vez mais sintéticos e tóxicos, cada vez mais intragáveis para o planeta?
Gaia, organismo vivo, com inteligência e equilíbrio, desconhece lixo, resto, desperdício. E nós, não sei se por uma necessidade de projeção, precisamos criar lixo.
Interrompemos um ciclo tão óbvio. Pois a Grande Mãe tem planos para o que consideramos dejeto, morto, resto. Ela sabe reciclar, dar nova vida.
Nos alimentamos com voracidade de toda variedade de seus alimentos.Inventamos o luxo escravizando-a. Fomos buscar o petróleo enterrado que a Deusa escondeu, como uma mãe esconde veneno de criança.
Mas nada entregamos. Nem à ela voltamos, visto que nosso corpo, no lugar de alimentá-la, é embalado por um caixão de madeira.
Mas nada entregamos. Nem à ela voltamos, visto que nosso corpo, no lugar de alimentá-la, é embalado por um caixão de madeira.
Virar adubo. Comida de planta e outras espécies. Muitas pessoas preferem ser misturadas à formol e plástico e virar lixo a virar adubo... Aliás, o que fazemos com o que é orgânico? Entulhamos em um monte de plástico que a mãe não digere! Há quem ache que casca de banana e embalagem de salgadinho são a mesma coisa: lixo. A casca de banana é alimento de uma galera, que vai ser alimento de uma galera, que vai ser...
Lixo é esse saquinho, que vai ficar entulhando, indigesto, por gerações...
Sendo assim, compreendo que a Deusa não esteja muito contente. Os ciclos, que antes eram naturais, para nós estão descompensados! Ela está uma Fera, e há quem saiba que não é sua face mais fácil. Sentimos na pele, seja por eventos climáticos, astrológicos, subjetivos, coletivos... Por isso proponho uma Campanha para um Melhor Humor da Deusa. Algo que cada um faz por si.
A situação ecológica do nosso planeta está muito complicada e todos nós já nascemos condicionados a vários hábitos prejudiciais à Mãe. Quando partimos para uma atitude de mais responsabilidade ambiental, muitas vezes nos deparamos com a diversidade de erros que cometemos e podemos entrar em depressão!! Mas acredito que não podemos carregar (infelizmente) o mundo nas costas e não podemos nos culpar por tantos séculos de cultura “vampira”. Vamos celebrar a mãe, voltar a uivar nas luas cheias, ter o cuidado com Gaia que for possível. Desta forma, ela sabe que não foi esquecida, seu canto reviverá eternamente em nós!

Não nos perdoe minha mãe, não nos perdoe!
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